Buscando a cura

 

Meu último texto foi sobre dor de ouvido, e já faz um tempinho. Dizem que, se a gente não atualiza sempre um blog, ele passa a não ser lido. Não sei se o Luas Cruas corre esse risco, aprendi a respeitar e preservar esse espaço, independente da “audiência”.

            Acontece que minha inspiração mergulhou numa espécie de deserto, e minha saúde não ajudou muito. Tive inflamação no ouvido em janeiro e, uns dias depois de ter “sarado”, adquiri uma inflamação bacteriana na garganta que me deixou com uma febre alta, me fez tomar praticamente um coquetel molotov de remédios e me rendeu insuportáveis quatro dias de diarréia.

            A tempestade passou, consegui retomar minhas atividades cotidianas e até consegui um emprego, como professora da rede estadual, mas esse é assunto para outro texto. Acontece que fiquei doente de novo, desde quinta passada. Começou com uma dorzinha no ouvido, e na sexta passei a sentir todos os sintomas de um resfriado, até que ontem senti dores de garganta e tive febre de novo. E tudo isso me faz perguntar a mim mesma ou a uma entidade qualquer: O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM MINHA SAÚDE? Tenho um leque relativamente vasto de explicações, e não sei se alguma delas me satisfaz, pois creio que, se eu compreender a razão pela qual meu sistema imunológico está tão vulnerável, poderei superar essa “fragilidade orgânica”.

            Vamos a elas:

1.       Muitas pessoas dizem que nossas doenças quase sempre têm uma origem ou causa psicossomática, ou seja, quando alguma coisa em nosso universo emocional não vai bem, acabamos adoecendo, pois é uma forma que a nossa psique encontra para sinalizar o que está errado. (Se algum psicólogo ou terapeuta ler esse texto, sinta-se à vontade para fazer as possíveis correções de ordem conceitual).

2.      A maneira como nos alimentamos influencia em nossa saúde. Quem me conhece, sabe que não sou muito fã de frutas, mas estou mudando esses hábitos alimentares para ver se me fortaleço.

3.      Vivemos num ambiente que emite uma quantidade muito grande de poluentes, o que danifica consideravelmente nossa qualidade de vida, deteriorando nossa saúde.

4.      O mundo de hoje, com suas injustiças, sua configuração social extremamente perversa, faz com que nossa alma adoeça.

Não sei se devo optar por uma das alternativas mencionadas acima, ou se minhas doenças consecutivas são uma junção de todos esses fatores. O que sei, concretamente, é que esse resfriado estragou em parte os meus planos para o carnaval, e, além disso, me fez mergulhar numa reflexão existencial importante. Claro que vai passar. Claro que, amanhã ou depois, estarei nova em folha, torcendo para que eu não adoeça tão cedo. Afinal de contas, temos que encontrar um jeito de lidarmos com as coisas.

Para finalizar esse texto, recorro a uma frase que ouvi num filme que assisti ontem. Com 38,5 de febre, meu juízo crítico estava afetado, portanto acabei assistindo um pedaço do filme Rock Balboa. Lá estava o velho Stallone, encarando mais uma luta aos 50 anos, e, numa das cenas, ao conversar com o filho, disse algo mais ou menos assim: “Não importa quantas vezes você apanha, o que importa é sua capacidade de se levantar.”

Perdoem a filosofia barata, mas a frase até que tem sentido. Adaptando-a à minha realidade imediata, afirmo que não importa o quanto eu fique doente, o que importa é que eu tenha força e serenidade para continuar caminhando, apesar e além de tudo.

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