9:15h

No coração de São Paulo vejo

os desgraçados que tudo têm

Mas nada convém

E na janela me desespero

me comparo, me amparo

Cada salto que dou, percebo que a vida

poderia ter acabado

num desespero qualquer

Mas me deparo, me comparo e, por fim,

Me amparo e vou dormir

para que tudo isso acabe quando acordar

Porque o sono e o sonho

nada mais são que o começo misturado com o fim

poesia escrita por Uashington Gabriel, em 18/12/2009

Sentinela

 

Sou diabo desajeitado fugindo da cruz dos tropeços

Em minha fuga, quase nada fica de tudo o que queria preservar

Fica o eu que, no fundo, eu nem queria ser mais

Não sou quem rima

Não tem lapela na minha poesia

Nem o viço de uma melancolia ilesa

Mastiguei a fonte , trucidei os sonhos

Para ter sonhos mais altos

Sonhos celestes enquanto na terra a noite não me devora

Sentinela.

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